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sexta-feira, 13 de abril de 2012

[COLUNA] Liè rom rárune zetti lôlhumi


Chama-se animago o bruxo que é capaz de se transformar em um animal sem o uso da varinha. Apenas uma pequena parte da população bruxa é animaga, pois conseguir a transformação perfeita em um animal requer muito estudo e prática.

Sim, sim, copiamos descaradamente da Wikipédia.

‘Copiamos’? O que? Como assim? Pois é, essa coluna vai ser um pouquinho diferente das demais. A brilhante ideia de se fazer uma coluna conjunta ataca novamente (muito obrigado, Willpis e Jade); e cá estamos nós, como boas fãs de Harry Potter que somos, compartilhando nossas ideias que na maioria dos casos geram discussões infinitas, muitos gritos, risadas, e a síndrome do “eu tinha algo importante para fazer, mas esqueci”. Além disso, esse negócio de nos reunirmos pra escrever coluna é bom para comermos bastante e aproveitarmos os restos da Páscoa.

Mas hoje, vamos nos deter a um tema em especial: Animagia. Se algum animago estiver lendo esse texto, por favor, compartilhe sua experiência conosco. Porque nós, meras mortais, apenas podemos especular.

A nobre e difícil arte de ter a capacidade de se transformar em um animal na hora em que quiser; quem não gostaria? Imaginem o quanto isso seria divertido, e legal, e quantas coisas poderíamos fazer. Fugir de aulas monótonas, roubar comidas gostosas de pessoas chatas, trollar os amigos e...não, não, animagos precisam ser registrados no Ministério da Magia. Esse Estado, sempre cortando toda a diversão...(mentira)

Mas aí, um problema nos vem a mente. “Ah, tava bom demais pra ser verdade...”. Não poderíamos escolher em que animais nos transformaríamos. Imagina virar um verme de fruta? Ou uma enguia? Argh. Se partirmos do pensamento de que a escolha do animal é baseada no caráter, nos resta esperar que ninguém tenha o caráter ao ponto de ‘verme da fruta’ ou ‘enguia’.

Baseando-se nesse mesmo pensamento, podemos imaginar o animal que cabe a cada personagem da saga Harry Potter. A ideia partiu da Mariana, e surgiu após dias de uma falta de criatividade desesperadora. Lá fomos nós dar uma de estudantes de veterinária e pesquisar um pouco sobre animais. Abaixo seguem algumas comparações (com e sem nexo) que fizemos.

Molly Weasley: Loba


Aí vocês devem estar se perguntando: “Loba? Mas por quê? Alguma ligação desconhecida com Lupin?”. Quase. Na verdade, há sim, uma ligação com o nome de Lupin. O nome ‘Remo’ teve origem na história mitológica da criação da cidade de Roma, mas especificamente na lenda de Rômulo e Remo. Conta a lenda que, quando abandonados por sua mãe, os irmãos foram encontrados por uma loba, que os alimentou e cuidou como se fossem seus filhotes. Assim como a loba, Molly recebeu e acolheu Harry como um de seus filhos. E além disso, em algumas alcateias quem exerce o papel de líder não é o macho, e sim a fêmea. Podemos relacionar isso com a posição de Molly na família Weasley, que no dia-a-dia é quem “põe a ordem” na família.

Arthur Weasley: Pinguim imperador


Já é conhecido pela maioria que os pinguins imperadores são tidos como exemplo de pais no reino animal. Quando a fêmea põe o ovo, deixa-o para ser incubado pelo macho enquanto sai na procura por alimento. Durante este tempo, o pinguim imperador não abandona o ovo sequer uma vez. Assim é a relação do senhor Weasley com seus 7 filhos, e também com Harry. Ele estaria disposto a qualquer coisa para protegê-los. Mesmo quando Fred morre e os Weasleys percebem o quanto a guerra está custando a eles, seu compromisso com os outros filhos, com a Ordem da Fênix e principalmente com Harry o impede de desistir de lutar. Pode-se dizer que o senhor Weasley é a figura paterna que mais esteve presente durante o decorrer dos livros, assim como o pinguim imperador sempre esteve presente,impedindo o ovo de congelar.

Alvo Dumbledore: Águia


A águia pode ser vista como símbolo da força, da grandeza e da majestade. Também é chamado de águia o homem muito perspicaz, penetrante, que vê longe; superior em inteligência. Nada melhor para representar o imponente diretor da escola de magia e bruxaria de Hogwarts.

Luna: Perry, o Ornitorrinco


Isso tem alguma relação com o comportamento dos ornitorrincos? Não. A comparação é totalmente baseada em aparências. Sabemos que não se deve julgar um livro pela capa mas, olhando para a aparência de Luna, o que nos vem a cabeça? Algo estranho, excêntrico e deslocado. Um ornitorrinco também cabe perfeitamente nessa descrição. Porque, convenhamos, ô bichinho estranho. Um mamífero aquático que põe ovos. Nível de estranhesa a lá Lovegood.

Lúcio Malfoy: Pavão


Espalhafatoso, convencido. Só isso já basta. (Na verdade colocamos ele porque precisávamos de alguém do “lado negro da força”)

Snape: Borboleta


NÃO ESTAMOS QUERENDO DUVIDAR DAS OPÇÕES DE VIDA DO QUERIDO PROFESSOR DE POÇÕES GALERA! (A Mariana, como grande fã dos marotos, disse que quer sim. Virem inimigos dela, não da Laís). A comparação aqui se deve ao fato da transformação de lagarta para borboleta. Um animal estranho, feio, que se transforma em algo lindo. Snape, que todos pensavam ser um vilão, acaba se mostrando um grande herói no final. (Se ainda acham que a comparação tenha sido meio “estranha”, demonstrem sua raiva nos comentários).

Cedrico: Fadinha.


Ok, ok, não é um animal, nós sabemos. Mas é claro que não podíamos deixar passar. A foto é auto-explicativa.

Ps.: Obrigada Wikipédia, amamos você.


Coluna conjunta de Laís e Mariana.


quinta-feira, 1 de março de 2012

[COLUNA] Por que HP não alcançou a magia do Oscar?

Ah, o Oscar! A cerimônia tão bonitinha, com astros e estrelas tão aclamados e reconhecidos mundialmente, com uma estatueta tão brilhante... que não foi entregue a Harry Potter. Essa não é a primeira vez que a Academia apronta com os potterianos, mas sem dúvidas foi a mais dolorosa e inacreditável. Harry Potter teve sua ultima chance nesse domingo.

Bem, primeiro, tenho que confessar uma coisa aqui: Eu não assisti a premiação. Na verdade, ler a narração dos potterianos em todas as redes sociais que eu pude contar (com direito a comentários sugestivos e surtos de ansiedade e decepção) quase valeu como se eu tivesse assistido. Os fãs começaram tão animados e eufóricos que parecia até estarem entorpecidos pela mesma alegria de sete meses atrás, na estréia de Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2 – e, de certa forma, foram duas ocasiões bastante semelhantes.

“Accio Oscar” era quase um grito de guerra entre os bruxos ansiosos, foi algo delicioso de presenciar! Mas aí veio a primeira categoria em que Harry Potter estava concorrendo e foi como ver as luzes do cinema se apagando para o filme começar: todos felizes, todos na espera. Não levamos a ‘Melhor Direção de Arte’ e nem ‘Melhores Efeitos Visuais’, os dois foram para A Invenção de Hugo Cabret.

O filme é bastante interessante e, com atenção, é possível perceber várias semelhanças entre Hugo Cabret e Harry Potter: ambos órfãos, jovens e estranhos aos olhos das pessoas ao redor. Tanto Harry quanto Hugo foram ‘acolhidos’ pelos tios após a morte dos pais, e os dois nunca receberam afeto desses parentes. Eles até se parecem fisicamente, ambos magros, com cabelos escuros e olhos vibrantes. Mas a principal semelhança entre estes personagens é que nenhum (ou pouquíssimos) dos seus feitos durante a história seriam possíveis sem a presença de amigos.


E ainda neste ponto, Hugo teve menos sorte que Harry: apenas uma amiga, enquanto Harry estava cercado por colegas em Hogwarts. Seu nome é Isabelle, e me fez lembrar a Hermione muito mais do que eu esperava. Isabelle, também órfã e também criada por seus tios, se mostrou, assim como a nossa eterna sabe-tudo, uma menina muito inteligente, focada, determinada e, principalmente, apaixonada por livros e leitura (fator que se tornou determinante em ambas as histórias).


Outra semelhança: adivinhem qual é um dos pontos principais (se não o ponto principal) de A Invenção de Hugo Cabret. Sim, isso mesmo, uma estação de trem!E mais: um importante momento em que folhas de papel voam pelo ar. Faz lembrar algo, não?


Em todo caso, sim, os efeitos de Hugo estavam muito bons, eles realmente mereceram. Mas para Direção de Arte não faltaram varinhas empunhadas e prontas para estuporar qualquer um que dissesse que Harry Potter não merecia levar a estatueta.

Depois veio ‘Melhor Maquiagem’, e junto veio a esperança dos potterianos. Bem, qualquer um que tenha acompanhado todo o trabalho que a equipe responsável pela maquiagem (ou o termo melhor seria ‘transformação?) dos atores em personagens de Harry Potter por meio das notícias e fotos lançadas antes da estréia de Relíquias da Morte parte dois sabe o quanto nós merecíamos levar especialmente essa!

Porém, o inexplicável aconteceu: transformar Meryl Streep em Margaret Thatcher foi considerado melhor do que transformar Ralph Fiennes em Lord Voldemort, Warwick Davis em Grampo e atores de 20 anos (em média) em adultos de 36 anos (isso sem mencionar todos os duendes de Gringotes, todos os ferimentos da batalha de Hogwarts, entre outros).

Se eu tivesse que escolher, diria que essa foi a parte mais decepcionante entre todas que Harry Potter poderia ter levado. Tínhamos todas as chances e depois.... PUF! Assim como o peixinho que a jovem Lily Evans deu de presente ao professor Horácio Slughorn.

Como isso pode acontecer...




... e não levar a estatueta, enquanto isso acontece...


... e a leva?

Pois é. Harry Potter se despede do cinema sem levar nenhum Oscar na bagagem.Voaram maldições imperdoáveis por todos os lugares após isso, tamanha revolta dos fãs através do mundo. Tudo que nos resta agora é esperar que Draco realmente informe Lucio Malfoy dessa vez, quem sabe uma pessoa um pouco mais influente no Ministério da Magia consiga fazer algo quanto a essa situação.

Agora, se eu acho que Harry Potter deveria ganhar o Oscar? Sim. Se eu acho que foi injusto Harry Potter não ter ganho o Oscar? Sim. Se eu fiquei chateada por Harry Potter não ter conseguido? Sim, é claro que sim! Mas pensando melhor nisso depois, eu percebi que nós não precisamos do Oscar.

É claro que seria uma grande honra para todos os potterianos, que seria maravilhoso poder comemorar isso e que seria um encerramento perfeito para os filmes da saga Harry Potter, mas acompanhe meu pensamento: os fãs potterianos são tão unidos (os verdadeiros, eu digo) e fieis. Acompanharam Harry até o fim, sem nenhum Oscar e ainda assim tendo o maior orgulho de todas as outras coisas que a saga conquistou.

Seria incrível se tivéssemos ganhado, mas a verdade é que o Oscar não vai mudar nada: não traria os Lily e James de volta, não impediria os Malfoy de tomar algumas decisões erradas, não pouparia Quirrell de hospedar Voldemort em seu corpo, assim como não pouparia Remus da transformação em lobisomen que lhe atormenta todos os meses. Não provaria a inocência de Sirius quando este foi condenado injustamente, não faria Umbridge ser uma boa professora (tá, mas isso nada faria, ela é um caso perdido), não tornaria fácil a tarefa de procurar e destruir Horcruxes e não salvaria a vida de muitos dos nossos personagens preferidos. O que faz os fãs de Harry Potter nutrirem um amor tão grande pela saga não vai nem vem com o Oscar: é algo muito mais poderoso que isso.

Existe uma estatueta de ouro dentro de cada coração potteriano. O valor desta é inestimável e sua lealdade sempre irá pertencer a Harry Potter.


P.S: Caso queiram me enviar um berrador por eu ter a insolência de escrever uma coluna sobre o Oscar sem ter assistido basta solicitar meu endereço via DM no twitter. Ficarei muito feliz em informar, eu mereço essa.



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

[COLUNA] Xenotícias...

Uma coisa que me chama muito a atenção na saga Harry Potter é o quanto ela é complexa e nos faz pensar cada vez mais em todas as possibilidades que o mundo da magia nos oferece. E podemos combinar que 7 livros, 8 filmes, 1090739 palavras, 3369 páginas, 199 capítulos, 777 personagens mencionados (aproximadamente) e 141 feitiços tem a capacidade de render muitas pensamentos. Uma prova disso é a quantidade de ships existentes por aí, dos mais esperados até os mais absurdos, os mais criativos e até aqueles que não têm sentido algum (como Harry/Snape, em minha opinião).

Eu imagino que cada um de nós, como potterianos, já tivemos ao menos um momento de deixar os pensamentos mais livres para imaginar outras situações com os nossos queridos personagens; o famoso ‘E se... ?’.

“E se Luna não tivesse conhecido Rolf Scamander?”, “E se Fred tivesse deixado algo mais do que saudade para os Weasleys?”, “E se Scorpius viesse a criar laços de amizade com os Potters ou os Weasleys?”, entre outros pensamentos que são discutidos frequentemente pelos fãs.

É claro que alguns personagens são mais misteriosos que outros, e assim estimulam muito mais a criatividade dos fãs de Harry Potter; um exemplo disso é Belatriz. Existe uma infinidade de deduções, insinuações e “chutes” sobre o passado desta que, mesmo com toda a sua insanidade e crueldade, cativou milhares de potterianos. Uma desta é sobre a relação existente entre Belatriz e Rodolfo Lestrange; o que teria feito eles se casarem se o único a quem Belatriz realmente foi fiel (e isso nunca foi segredo para ninguém) era Voldemort? Outra discussão bastante presente é sobre a Belatriz ter tido um filho quando mais jovem. E depois ainda outra, sobre ela mesma ter matado este filho. Mas afinal, de quem seria esta criança? Rodolfo? Eu duvido! Tom Riddle, quando ainda em sua forma mais ‘humana’? Não acredito que Belatriz teria conseguido matar qualquer coisa que estivesse diretamente ligada a Voldemort.

Seguindo esta linha de pensamento, encontramos outra pessoa que teria mais um integrante na família: Lily Evans Potter. Procurando com atenção, é possível encontrar muitos fãs que tem certeza de que Harry ganharia um irmão ou uma irmã se seus pais não fossem traídos por Peter e mortos por Voldemort. Até aí eu acho bem possível, mas a situação começa a complicar quando se afirma que este filho seria de Severus, e não de James. Pensem comigo: Lily e James estavam se escondendo, eles passavam dentro de casa recebendo visitas periódicas e às vezes cumprindo missões para a Ordem da Fênix; enquanto Snape era um comensal da morte obedecendo todas as ordens e sendo vigiado a cada passo por Voldemort. Quais seriam as chances de ainda existir algum contato entre Lily e Severus?

Mas se eu tivesse que escolher, diria que os fãs de Dramione são os mais criativos. Algo entre a menina sabe tudo e a incrível doninha inspira a imaginação do público. Da mesma forma, Scorpius e Rose parecem ter a mesma capacidade de cativar e incitar os devaneios dos potterianos. E é claro que também existem os que acreditam que o lugar de Scorpius é ao lado de Lily Luna, ou que Lily Luna deveria ficar com Hugo, ou até mesmo com Teddy. Isso mesmo, Teddy Lupin!

Sobre Scorpius, há uma discordância quanto a sua casa. Muitos alegam que este teria sido selecionado para a Grifinória depois de Draco ter-lhe dito para ser fiel e corajoso

enquanto outros acreditam que ele teria seguido o caminho de sua família como um sonserino exemplar. Será? Ele, com certeza, teria se dado muito bem em ambas as casas.

Um anúncio de J. K. Rowling que mexeu com os fãs foi o de que um Weasley muito querido iria morrer e, como muitos devem saber, este inicialmente seria o Rony. A novidade disto tudo é que acredita-se que, com a morte de Rony, Hermione e Fred teriam dado certo. Eu, sinceramente, não consigo acreditar nisso. Quer dizer: Fred e Hermione? Até que seria interessante assistir a Hermione tendo que conviver com a Gemialidades Weasley, mas simplesmente não consigo imaginá-la sem Rony.

Por mais estranho que isso possa parecer, eu acredito que devanear sobre o passado ou o futuro dos personagens, e se questionar e fazer pensar sobre eles e ajuda a manter a saga mais viva em cada um. É isso também que me faz pensar que, apesar de ser uma ótima perspectiva, não haverá problema algum se não forem escritos mais livros de Harry Potter. Se a história inteira for contada, o que sobrará para nossa imaginação? Esses espaços para pensamentos nos prendem cada vez mais ao mundo de HP e tornam a saga muito mais real. Por isso, eu concluo esta coluna com uma pergunta: Você já devaneou sobre Harry Potter hoje?

Coluna de Mariana Schneid

por Gustavo D.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010



Colunista e colaboradora
 Mariana Schneid
Idade
15 anos
Natural de
Pelotas - Rio Grande do Sul
Livro preferido da série
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
Filme preferido da série
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


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