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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Como você se tornou um Potterhead?

E eu queria só uma dessas...
 
Cada Potterhead tem uma história para contar sobre como conheceu a série que enfeitiçou nossas vidas por mais de uma década e continua nos enfeitiçando. Uns foram apresentados à série pelos pais, tios, padrinhos ou madrinhas (abençoados sejam!), outros ouviram um amigo comentar sobre um dos livros, há quem foi comprar uma revistinha na banca ou na livraria mais perto de casa e esbarrou com os livros da série na prateleira e ficou curioso, uns tantos afanaram o livro do irmão mais velho só pra saber o que tanto ele apreciava naquelas páginas. Enfim, são muitas as histórias, são interessantes, engraçadas e muitas outras emocionantes a ponto de nos fazer vir lágrimas aos olhos.
Esta semana, fazendo uma releitura básica do Volume Um da série ( Harry Potter e a Pedra Filosofal), me veio a mente esse pensamento: como a série chegou a cada um dos milhares de leitores das aventuras do menino bruxo? Através do marketing? Da apresentação de um amigo? Presente de alguém? Confesso que fiquei curiosa.
Vou compartilhar com vocês, brevemente, como a série chegou ao meu conhecimento:
Era uma tarde tranquila de outono na minha cidade... tá bom, sem floreios. Eu tinha acabado de chegar na casa da minha avó materna, isso em meados de 2000, encontrei meu primo (mais velho que eu e meu melhor amigo), me chamou para a varanda e disse que tinha lido um livro recentemente e que achou muito bom, o tema do livro girava em torno da ideia da existência de um mundo mágico paralelo ao nosso mundo (sem magia, mas com muita tecnologia), então me contou por alto o enredo e disse se tratar de uma série que estava sendo escrita e que estava em franco desenvolvimento. Ele parecia muito entusiasmado, teceu várias teorias sobre possíveis desdobramentos da série. Depois desse dia, fiquei ultra curiosa, queria o livro e consegui. A leitura foi fantástica, tive a impressão de ter acertado a combinação exata dos tijolinhos para o beco diagonal e, desde então, tenho voltado frequentemente para o mundo mágico. Devo isso ao meu primo... Ele não pôde acompanhar a magia do desenvolvimento da série comigo e com outros milhares de fãs, ele partiu... “seguiu em frente”, como dizem os personagens do livro ao se referirem aos falecidos. Só pôde assistir ao primeiro filme da série, não soube o quão maravilhosos foram os outros sete. Toda vez que eu ia assistir um dos lançamentos, me lembrava dele e do quanto ele estaria muito animado para assistir... vivi a série por nos dois.
Bom, agora é a vez de vocês, compartilhe o seu momento de descoberta com a gente, use o espaço de comentários abaixo e conte a sua história, queremos saber!
 
 

sábado, 1 de setembro de 2012

O retorno


 
Hoje tomei o café da manhã bem cedo, rumei para minha estante e peguei minha passagem para reiniciar uma das mais fantásticas viagens que já tive oportunidade de experimentar. A passagem estava lá, no ponto mais destacado e privilegiado da minha estante, comprada há alguns anos, tocada e revista tantas vezes que já desisti de contar. Peguei a passagem delicadamente entre as mãos reverentes sentindo a magia fluir do papel. Suspirei e respirei essa magia gostosa com ar de infância e mundo novo. Sentei confortavelmente e abri a passagem para a plataforma nove e três quartos para tomar o Expresso de Hogwarts e cumprir com a sagrada data de 1º de setembro, início do ano letivo da escola bruxa britânica.

Sim, meus amigos, estou aqui para convidá-los a tomar essa condução de papel que nos transporta para o mundo mágico de J.K. Rowling, recomecemos a maravilhosa história de um menino franzino, usuário de óculos antiquados e roupas usadas e acima de seu tamanho, uma lenda entre os bruxos, um marco em nossa infância. Abram o livro, acomodem-se na cabine que melhor lhes aprouver e recomecemos uma leitura gostosa tentando resgatar aquele entusiasmo e encanto de tempos atrás.
 
Eu queria pelo menos uma dessas, Harry...
Li Harry Potter e a Pedra Filosofal muitas vezes, como a grande maioria dos fãs, mas ainda consigo ler e me surpreender com as aventuras e mistérios desse que foi o primeiro degrau para uma saga épica, que evoluiu para um ponto que ultrapassou as expectativas e que deixou profundas e bonitas marcas em nossas mentes. Olho com carinho para o livro, suspiro e mergulho.
 

Há cheiro de doces na cabine, ruído do carrinho de guloseimas pelo corredor, um sapo de chocolate deu um pulo e se foi, a paisagem vai mudando pela janela que espreito no livro aberto, o sol está indo embora, alguém passou procurando um sapo, depois surgiu um aviso, uma menina disse que seria bom vestir logo os uniformes, pois a estação de Hogsmeade está bem próxima. Chegamos, todos descem do trem, me demoro na página em que deixo a locomotiva enevoada no meio da noite para trás, para depois buscar os barquinhos que deslizarão silenciosos por um espelho d’água manso, mas repleto de segredos extraordinários. Dentro do castelo coisas mais fantásticas ainda esperam, cada corredor, cada escada, armário, sala... respiro novamente os ares decididamente mágicos de Hogwarts. Voltei a ser criança e posso ater sentir um sorriso infantil se estender nos meus lábios. Hogwarts, eu voltei...
 
"Eu nunca percebi o quão bonito era esse lugar".
 
Determinei o início das atividades letivas na escola bruxa como data perfeita para iniciar mais uma das incontáveis rodadas de releitura dos sete volumes da saga Harry Potter, quem quiser acompanhar, é só embarcar junto! Um forte abraço e boa releitura a todos.
 
 
 
 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

[COLUNA]: Ossos Graúdos: 2 anos de pura magia

Hogwarts parabeniza o Ossos Graúdos.
           Não há mais livros para esperar, não há mais filmes, mas há a imensa criatividade dos potterianos para nos manter ligados em um dos blogs HP mais acessados da rede! O Ossos Graúdos celebra hoje o seu segundo aniversário e, como de costume, não poderia passar em branco, tem que ter a historinha do que nos mantém firmes na manutenção de um blog dedicado a uma série que já foi concluída e que muitos apostaram alto que, após o último filme, blogs como o nosso amado OG desapareceriam da face virtual. 
            Quem fez suas apostas em favor do OG, já pode ir cobrando o valor alienado na aposta, o blog continua com atualizações constantes, vivinho da silva e chegou ao seu segundo aninho. Neste 14 de junho, lembramos o momento em que nosso querido Gustavo Domingues resolveu por o Ossos Graúdos no ar para a nossa alegria, reunindo em um único lugar o que há de melhor em informação, reflexão e humor dentro do universo Harry Potter.
Junto com o OG, rimos, choramos, nos indignamos e roemos as unhas ao longo desses anos.  Acompanhamos cada novidade HP, formamos imensa corrente de ansiedade a espera do último filme, nos tornamos uma família unida por uma paixão literária e muitas vezes, juramos solenemente que não abandonaríamos Hogwarts, e o OG é um dos portais que nos levam até lá. Atualmente o blog já conta com 355 seguidores, sem contar os visitantes não cadastrados, que garantes centenas de acessos por dia.  É ganhador de dois “Pomo de Ouro Awards” seguidos (2010 e 2011), e está pronto para disputar o próximo e emplacar o tricampeonato!
Entre os seguidores, surgiram colaboradores e dos colaborados apareceram integrantes da equipe (um total de quatro. O “Quarteto Fantástico” do OG é formado pelos fundadores Gustavo e Ana Rita, Sofia ( incluída na equipe após vencer um concurso de redação lançado pelo blog) e eu, Aline Freitas! Bom, no meu caso, entrei via convite. Pentelhava tanto o Gustavo com minhas ideias que ele acabou me incluindo na equipe de administração do blog, e vocês são testemunhas de que me esforço para postar diariamente, para fazer jus ao convite e cultivar a missão do OG de manter os fãs da série HP constantemente informados e animados.
Nós: eu, você, seu irmão, irmã, colega da escola, o vizinho, enfim, a nação potteriana, é a vida da série, somos o sangue, o batimento cardíaco, o ar inflando os pulmões, a voz, o riso e a canção do mundo mágico que deixamos J.K. Rowling, através dos seus personagens, construir em nossa mente e alma. Por isso, enquanto houver amor pela série, haverá acesso ao OG, enquanto houver pessoas sedentas de conteúdo Harry Potter, o OG estará de portal aberto para recebê-las e leva-las a um mundo mágico. Parabéns e existência longa, Ossos Graúdos!


domingo, 13 de maio de 2012

[COLUNA] Feliz dia das Mães!

Mãe. Uma pequena palavra, com apenas 3 letras. Segundo o dicionário, a definição seria "Mulher que tem um ou mais filhos", mas todos sabemos que seu significado vai muito além disso. É algo difícil de descrever, pois todas têm suas particularidades, que fazem com que cada uma seja especial. Antes mesmo de aprendermos a falar essa palavra, já sabemos que ela é praticamente inexplicável. Amorosas, responsáveis, descontraídas, sérias, conselheiras, tímidas. Diferentes. Únicas.

Ainda que existam muitas diferenças entre o nosso mundo e o de Harry, a importância que as mães têm permanece imensurável. Ao longo da saga, nos são apresentadas inúmeras, cada uma com suas próprias características e sua contribuição para o enredo. Cada uma importante a sua maneira.

Provavelmente, o primeiro exemplo que vem a cabeça de todos nós é Lílian. Por causa de seu amor maternal, dá a vida por seu filho, e acaba criando uma proteção mais forte do que a morte (oh, veja só, uma rima). E a partir desse sacrifício, nasce a história que todos amamos.

Mas sem dúvida, Molly Weasley é uma mãe marcante (eu e meu velho hábito de mencionar a família de ruivos). Ainda que já tivesse 7 para cuidar, acolheu Harry como filho, e o amou como tal. Se preocupou com seu bem estar, com suas escolhas, com sua vida. Com Hermione também foi assim. Isso tudo ao mesmo tempo que cuidava de todos os outros. Como esquecer a luta com Belatriz na batalha de Hogwarts?

Existem ainda várias outras que merecem ser lembradas. Narcisa Malfoy, que mentiu ao Lorde das Trevas por estar preocupada com Draco. Tonks, que mesmo sabendo do perigo da licantropia, decidiu ter Ted. Kendra, que viveu para cuidar de Ariana. Até mesmo Petúnia, que sempre fez de tudo para seu querido Duda.

E então, é claro, vem a mãe mais importante. Na minha opinião, a mulher que mais tem filhos nesse mundo. A mãe de Mackenzie, David e Jessica. A mãe de Harry. A mãe de tantos outros personagens. A nossa mãe. Joanne Rowling. A mulher que um dia nos levou a uma viagem de trem maravilhosa, da qual nunca esqueceremos. Que nos fez sorrir, chorar. Que nos fez perceber que podemos imaginar e ser o que quisermos.

Se houver alguma mãe lendo essa coluna, parabéns pelo seu dia! Parabéns pra minha mãe! Parabéns pra mãe de todos vocês!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

[COLUNA] O espelho de Ojesed: “não mostro o seu rosto, mas o desejo em seu coração”


Muitos Potterianos sentiram imenso desejo de se mirar no espelho de Ojesed e conhecer qual o seu mais desesperado desejo. Não é de se negar que ele é um artefato muito interessante, mas também muito triste e por que não dizer: tenso? Como bem disse David Colbert, autor do livro O Mundo Mágico de Harry Potter:

Os espelhos são, principalmente, reflexos de nós mesmos, para o Bem e para o Mal. É por isso que podem se tornar perigosos. O Espelho de Ojesed em A Pedra é um bom exemplo deste tipo de espelho”.

Ou seja, nem sempre o que nossa mente oculta no mais profundo recanto de nossa alma é algo feliz. No mais das vezes, o espelho mostra um elemento em primeiro momento satisfatório, mas que numa segunda avaliação, com mais calma, mente mais fria, indica nada mais nada menos do que a raiz de uma frustração, de uma perda de uma lacuna na vida de quem se mira nele, por isso o perigo de se cair na mais completa loucura ao perder-se na contemplação viciosa do seu desejo mais sincero, profundo e desesperado e, que na grande maioria das vezes, não pode alcançar.

            O espelho mostra aquilo que desejamos e que não temos, pode-se até afirmar que o espelho mostra o lado vazio da alma de quem se mira nele, mostra o que lhe faz falta. O reconhecimento do que ansiamos e não temos, gera tristeza e a tristeza desemboca na depressão e esta, em loucura. Dumbledore sabia disso, a constante contemplação daquilo que se deseja com todas as forças da alma e não se tem poderia tirar a sanidade de qualquer um. Mesmo sendo um artefato mágico usado como chave para se obter a Pedra Filosofal, o espelho de Ojesed funciona basicamente como um teste de caráter. O egoísmo e a vaidade, sentimentos que alimentam o desejo de contemplar o espelho, são características que facilmente corrompem qualquer indivíduo. O espelho traz oculta a mensagem de que somente as pessoas portadoras de virtudes raras como a que as faz olhar o espelho e ver outras pessoas (Harry vê a família) ou vislumbra a si mesmo executando um ato despretensioso (desejo de impedir que a Pedra Filosofal chegue às mãos de Voldemort), merecem alcançar o que desejam. Harry desejava uma família, Ron desejava se sentir vencedor e importante, Dumbledore, desejava seus familiares mortos...supõe-se que a imagem que o espelho geraria para Snape seria o reflexo de Lílian.

            Na primeira vez que o espelho aparece, ele instantaneamente surge como algo maravilhoso e bom, depois soa perigoso e a advertência de que ele pode levar a loucura, nos deixa pensativos. Nem sempre o que desejamos está ao nosso alcance, nem sempre é realizável, no entanto a sua natureza ligeiramente dúplice (felicidade e tristeza), além de testar o caráter daqueles que o miram, tem duas outras funções de cunho psicológico sobre os seus contempladores. Primeiro lhes oferece o lenitivo de encarar seu desejo, reproduzindo-o de maneira quase palpável, quase concreta, mas não passando de mera ilusão. Em segundo, ele proporciona uma auto-análise no momento em que se sabe o que se deseja de fato, de maneira clara e desimpedida, o espelho fornece elementos para que o sentimento gerado pelo desejo mais desesperado possa ser encontrado em outras fontes. Harry queria uma família, o seu desejo foi canalizado para a adoção da família Weasley, Ron queria ser importante, canalizou esse desejo em tornar-se um amigo incondicionalmente disposto a lutar ao lado de Harry, Dumbledore canalizou a dor pela perda da mãe, pai e irmã na luta contra a intolerância. Snape aplicou-se em proteger o filho da mulher que amava. As canalizações podem não ter sido 100% satisfatórias, mas amenizaram a frustração e angústia de não se poder alcançar o que o espelho lhes revelou como sendo o seu desejo mais desesperado.

            Mesmo não podendo nos observar nesse espelho mágico (guardado em algum recanto de Hogwarts), podemos ter uma noção, mesmo que pálida, do que ele nos mostraria, ele me mostraria um ente muito querido que  partiu muito jovem... E você? O que imagina que o espelho materializaria em sua superfície para sua contemplação?







sexta-feira, 13 de abril de 2012

[COLUNA] Liè rom rárune zetti lôlhumi


Chama-se animago o bruxo que é capaz de se transformar em um animal sem o uso da varinha. Apenas uma pequena parte da população bruxa é animaga, pois conseguir a transformação perfeita em um animal requer muito estudo e prática.

Sim, sim, copiamos descaradamente da Wikipédia.

‘Copiamos’? O que? Como assim? Pois é, essa coluna vai ser um pouquinho diferente das demais. A brilhante ideia de se fazer uma coluna conjunta ataca novamente (muito obrigado, Willpis e Jade); e cá estamos nós, como boas fãs de Harry Potter que somos, compartilhando nossas ideias que na maioria dos casos geram discussões infinitas, muitos gritos, risadas, e a síndrome do “eu tinha algo importante para fazer, mas esqueci”. Além disso, esse negócio de nos reunirmos pra escrever coluna é bom para comermos bastante e aproveitarmos os restos da Páscoa.

Mas hoje, vamos nos deter a um tema em especial: Animagia. Se algum animago estiver lendo esse texto, por favor, compartilhe sua experiência conosco. Porque nós, meras mortais, apenas podemos especular.

A nobre e difícil arte de ter a capacidade de se transformar em um animal na hora em que quiser; quem não gostaria? Imaginem o quanto isso seria divertido, e legal, e quantas coisas poderíamos fazer. Fugir de aulas monótonas, roubar comidas gostosas de pessoas chatas, trollar os amigos e...não, não, animagos precisam ser registrados no Ministério da Magia. Esse Estado, sempre cortando toda a diversão...(mentira)

Mas aí, um problema nos vem a mente. “Ah, tava bom demais pra ser verdade...”. Não poderíamos escolher em que animais nos transformaríamos. Imagina virar um verme de fruta? Ou uma enguia? Argh. Se partirmos do pensamento de que a escolha do animal é baseada no caráter, nos resta esperar que ninguém tenha o caráter ao ponto de ‘verme da fruta’ ou ‘enguia’.

Baseando-se nesse mesmo pensamento, podemos imaginar o animal que cabe a cada personagem da saga Harry Potter. A ideia partiu da Mariana, e surgiu após dias de uma falta de criatividade desesperadora. Lá fomos nós dar uma de estudantes de veterinária e pesquisar um pouco sobre animais. Abaixo seguem algumas comparações (com e sem nexo) que fizemos.

Molly Weasley: Loba


Aí vocês devem estar se perguntando: “Loba? Mas por quê? Alguma ligação desconhecida com Lupin?”. Quase. Na verdade, há sim, uma ligação com o nome de Lupin. O nome ‘Remo’ teve origem na história mitológica da criação da cidade de Roma, mas especificamente na lenda de Rômulo e Remo. Conta a lenda que, quando abandonados por sua mãe, os irmãos foram encontrados por uma loba, que os alimentou e cuidou como se fossem seus filhotes. Assim como a loba, Molly recebeu e acolheu Harry como um de seus filhos. E além disso, em algumas alcateias quem exerce o papel de líder não é o macho, e sim a fêmea. Podemos relacionar isso com a posição de Molly na família Weasley, que no dia-a-dia é quem “põe a ordem” na família.

Arthur Weasley: Pinguim imperador


Já é conhecido pela maioria que os pinguins imperadores são tidos como exemplo de pais no reino animal. Quando a fêmea põe o ovo, deixa-o para ser incubado pelo macho enquanto sai na procura por alimento. Durante este tempo, o pinguim imperador não abandona o ovo sequer uma vez. Assim é a relação do senhor Weasley com seus 7 filhos, e também com Harry. Ele estaria disposto a qualquer coisa para protegê-los. Mesmo quando Fred morre e os Weasleys percebem o quanto a guerra está custando a eles, seu compromisso com os outros filhos, com a Ordem da Fênix e principalmente com Harry o impede de desistir de lutar. Pode-se dizer que o senhor Weasley é a figura paterna que mais esteve presente durante o decorrer dos livros, assim como o pinguim imperador sempre esteve presente,impedindo o ovo de congelar.

Alvo Dumbledore: Águia


A águia pode ser vista como símbolo da força, da grandeza e da majestade. Também é chamado de águia o homem muito perspicaz, penetrante, que vê longe; superior em inteligência. Nada melhor para representar o imponente diretor da escola de magia e bruxaria de Hogwarts.

Luna: Perry, o Ornitorrinco


Isso tem alguma relação com o comportamento dos ornitorrincos? Não. A comparação é totalmente baseada em aparências. Sabemos que não se deve julgar um livro pela capa mas, olhando para a aparência de Luna, o que nos vem a cabeça? Algo estranho, excêntrico e deslocado. Um ornitorrinco também cabe perfeitamente nessa descrição. Porque, convenhamos, ô bichinho estranho. Um mamífero aquático que põe ovos. Nível de estranhesa a lá Lovegood.

Lúcio Malfoy: Pavão


Espalhafatoso, convencido. Só isso já basta. (Na verdade colocamos ele porque precisávamos de alguém do “lado negro da força”)

Snape: Borboleta


NÃO ESTAMOS QUERENDO DUVIDAR DAS OPÇÕES DE VIDA DO QUERIDO PROFESSOR DE POÇÕES GALERA! (A Mariana, como grande fã dos marotos, disse que quer sim. Virem inimigos dela, não da Laís). A comparação aqui se deve ao fato da transformação de lagarta para borboleta. Um animal estranho, feio, que se transforma em algo lindo. Snape, que todos pensavam ser um vilão, acaba se mostrando um grande herói no final. (Se ainda acham que a comparação tenha sido meio “estranha”, demonstrem sua raiva nos comentários).

Cedrico: Fadinha.


Ok, ok, não é um animal, nós sabemos. Mas é claro que não podíamos deixar passar. A foto é auto-explicativa.

Ps.: Obrigada Wikipédia, amamos você.


Coluna conjunta de Laís e Mariana.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

[COLUNA] “Magia é poder”: a ilusão da supremacia

          É corriqueiro e natural entre os potterianos, ter na ponta da língua algo que aprenderam com cada um dos muitos personagens da série Harry Potter. Basta suscitar um nome e lá estará um aprendizado associado ao citado. Hoje o assunto não será o já bem explorado aprendizado extraido com este ou aquele personagem criado por J.K., hoje o assunto é o conjunto da obra, é a mensagem global que foi sendo passada sutil e sensivelmente ao longo dos livros, como um floco suave de neve que foi descendo a ladeira e se tornando uma colossal esfera ameaçadora e não menos impactante: a intolerância e preconceito como fonte de caos entre os humanos (bruxos ou trouxas).
            Depois de passar pelos sete volumes da série e voltar a ver o primeiro, fica-se espantado com a grandiosidade do que foi exposto de modo inicialmente lúdico e depois crescentemente dramático e sério. J.K. embalou crianças à noções do que a falta do respeito mútuo pode provocar.  
Lemos inicialmente pequenas mostras de intolerância e ainda podemos lembrar o quanto essa postura descrita nas cenas nos despertou reprovação em relação a ela. Certamente você sentiu antipatia por Draco quando fez pouco caso de Ron em razão deste último pertencer a uma família pobre, temos aí o preconceito socio-econômico. Depois você também não gostou nem um pouco de ver Hermione ser humilhada pelo sonserino por ser uma nascida trouxa, aqui está o preconceito de origem, ou como foi largamente dito: de sangue (mágico). Em contra partida, tudo que era da casa de Salazar era visto com maus olhos, o que nos leva a uma crescente barreira de intolerância e preconceito vivida e mostrada inicialmente dentro do lúdico ambiente escolar. A partir do livro cinco a mensagem global da série, sai do ambiente escolar e emana da sociedade bruxa como um todo, partindo dos conchavos políticos, aqui representados pelo Ministério da Magia, e do que podemos chamar de grupos paramilitares (tomando a licença do termo trouxa), ou seja, grupos clandestinos que agem pela ou contra a ordem, dentro de uma movimentação de pré-guerra, aí temos a Ordem da Fênix (pela ordem) e os Comensais da Morte (contra a ordem).
            Na série vemos que as raízes de uma guerra tem base em pensamentos, gestos e ações simples: o julgamento preconceituoso, a intolerância e o desrespeito a individualidade, origem e condição do outro. Coisas do tipo dão fundamento a ideias de supremacia de uma classe sobre uma outra considerada inferior por alguma característica julgada sem valor. Isso fica implícito num contraste realizado com dois monumentos que compuseram o átrio do Ministério da Magia. Na primeira vez que ele nos é apresentado em a Ordem da Fênix, somos conduzidos à apreciação do conjuto harmonioso e idealista de estátuas que levam o nome  “A Fonte dos Irmãos Mágicos”, composto por um bruxo, uma feiticeira, um centauro, um duende e um elfo doméstico. Há ali várias raças em um único plano numa mensagem idealizadora de igualdade e respeito. Na última vez que vemos o átrio do Ministério da Magia, em Relíquias da Morte, descobrimos que o novo regime político substituiu o monumento por um outro intitulado “Magia é poder”, onde nota-se claramente dezenas de seres humanos não bruxos sustentando dificultosamente nas costas um imenso bloco em cima do qual estavam uma bruxa e um bruxo em postura triunfante. O título do monumento deixa clara a mensagem de que somente a classe mágica era considerada dígna de respeito e valor e, portanto, deveria subjugar as demais. Assim fez Roma em relação aos povos que ela considerava “bárbaros”. Esses bárbaros que a história romana descreveu como seres desprovidos de boa cultura e conhecimento plausível, tinham sim seu valor enquanto formadores de uma cultura rica e desenvolvimento de tecnologia louvável. Muitos tinham organização urbana e social de fazer inveja aos romanos.

        Ao longo dos sete volumes da série Harry Potter, a ideologia nascida da aversão aos trouxas, bruxos nascidos trouxas e partidários contrários à supremacia bruxa, fez com que se instalasse um ambiente caótico de guerra com um regime e idealismo muito semelhante ao criado e difundido por Adolf Hitler entre os anos de 1939 e 1945. Hitler, responsável pelo Holocausto e pela Segunda Guerra Mundial, defendia a pureza da raça ariana, a “pureza de sangue” como elemento primordial para a criação de uma nação perfeita. Para tanto, seria necessário “limpar” o território daqueles que não fossem “puros”, e o mal se fez pelo “bem maior” pregado pela filosofia nazista. Grindelwald é o personagem que mais diretamente é assocido a Hitler em razão da data em que foi derrotado por Dumbledore (1945 – final da Segunda Guerra Mundial) e pelas ações que desenvolveu durante seu domínio, entre elas temos: desejo de subjugar os trouxas ao poderio bruxo, o que corresponde ao desejo de Hitler de subjugar as outras raças aos seus ideais; a adoção de um símbolo antigo, o símbolo das Relíquias da Morte, correspondendo a cruz suástica que também é um símbolo historicamente antigo, além disso, outro ponto semelhante é o uso de um local de concentração ou dentenção para aqueles que eram considerados uma “ameaça” a ideologia difundida. Grindelwald criou Nurmengard prisão que sustentava a seguinte inscrição: “Pelo Bem Maior”, um perfeito paralelo essencial com as placas que ostentavam as seguintes palavras na entrada do campo de concentração de  Auschwitz: "Arbeit Macht Frei" o que em alemão quer dizer: "O Trabalho Liberta".
 É bem claro que J.K. quis passar a sensação de que uma desestabilização no mundo bruxo gera efeitos no mundo trouxa ou vice e versa, o que foi bem pensado para a construção de uma atmosfera mais verosímel para a série. Mas além dessa associação brilhante, Rowling conseguiu, através da segunda guerra bruxa (ascenção de Voldemort), nos demonstrar um panorama impactante e hediondo ao qual o sentimento de superioridade e intolerância pode arrastar uma sociedade, bastando que um levante a bandeira obscura da subjugação para que outros, igualmente intolerantes, o sigam na ilusão de  supremacia sobre os demais.
Pode-se dizer que, aprende-se com a obra,  num sentido geral, entre outras coisas, que a compreensão e o respeito entre os indivíduos de qualquer sociedade, raça ou classe, é o princípio fundamental para a manutenção  da paz entre os humanos, a quebra desse princípio é o primeiro e perigoso passo para o caos.
Encontrei há algumas semanas um fan clip que com cenas bem escolhidas e sua trilha (This is War/ isso é guerra – 30 Seconds To Mars) nos mergulha de maneira muito profunda no drama da guerra descrita ao longo da série Harry Potter. Assistam e sintam, a letra da música  alia-se muito bem com as imagens e com a mensagem.





quinta-feira, 15 de março de 2012

[COLUNA] O Mundo Bruxo e a Igualdade de Gêneros


Como feminista autodeclarada, tenho essa mania incontrolável de sempre analisar criticamente a forma como os gêneros são retratados nas mídias que eu aprecio e acompanho. Com Harry Potter não poderia ser diferente, principalmente se levarmos em conta seu alcance e sua capacidade de moldar as mentes de uma geração.

Antes que eu comece a usual exaltação à nossa adorada saga bruxa, precisamos esclarecer alguns pontos. Primeiramente, o que é “gênero”?
“É a representação social do sexo biológico. [...] o modo como as sociedades olham/pensam as pessoas do sexo masculino e as pessoas do sexo feminino; [...] sexo numa organização social.” (Wikipédia)
Tendo isso em vista, a “igualdade de gêneros” representa um estado em que ambos os gêneros estejam no mesmo patamar. Isso, infelizmente, em pleno século XXI, ainda não é realidade.

O gênero masculino ainda prevalece sobre o feminino de diversas formas. Na literatura, os sintomas disso são personagens femininas idealizadas – a famosa Mary Sue – e, muitas vezes, sem qualquer propósito ou ambição que esteja desvinculada de seu par romântico – a exemplo da sempre citada Bella Swan. Enquanto isso, apenas personagens masculinos têm o privilégio de serem diversificados, multifacetados, inúmeros e humanos.

O que sempre notei em Harry Potter é o modo como o princípio da Igualdade de Gêneros é intrínseco à sociedade bruxa. É um fundamento tão básico que sequer precisa ser discutido, pois nós o vemos nos pequenos detalhes.

Começando pelo Quadribol, que é um esporte misto, onde a habilidade do jogador independe de seu sexo, e onde a questão de mulheres e homens jogarem no mesmo time sequer é discutida. O Torneio Tribruxo, também apresenta participantes de ambos os gêneros competindo violentamente entre si..
Observando a sociedade no geral, homens e mulheres ocupam e sempre ocuparam os mesmos cargos de importância: Ministros da Magia, Diretores de Hogwarts, Professores, Aurores... Inclusive os Fundadores da Escola de Magia e Bruxaria foram dois homens e duas mulheres.

Em uma questão de construção de personagem, o que eu mais admiro no tratamento da Rowling desta questão, é que seu objetivo não é retratar mulheres como sendo mais fortes e superiores aos homens: ela escreveu uma série que retrata ambos os gêneros como igualmente passíveis de bondade, maldade, inteligência, bravura, covardia, defeitos e qualidades.

Ao mesmo tempo que temos vilões como Voldemort, temos vilãs como Bellatrix. Ao mesmo tempo que temos mulheres com instinto maternal como Molly Weasley, temos homens com instinto paternal como Hagrid. Ao mesmo tempo que temos homens despóticos e irritantes como Filch, temos também Dolores Umbridge. Para um professor inspirador como Lupin, temos McGonagall. Para um capitão de Quadribol mandão como Oliver Wood, temos a esquentada Angelina Johnson. Temos homens e mulheres capazes das piores atrocidades, como Amico e Aleto Carrow, e, ao mesmo tempo, homens e mulheres capazes dos maiores atos de bravura, como Severus Snape e Lily Evans.

A sutileza com que a igualdade de gêneros é retratada em Harry Potter abre portas para a inclusão de meninos e meninas na mesma leitura, na mesma aventura, no mesmo mundo ficcional, e semeia esse mesmo engajamento igualitário no mundo real. Graças a esse tipo de construção literária, um dia esses jovens perceberão que mais importante do que o gênero ao qual nós pertencemos é o fato de que somos todos humanos.

Somos todos igualmente capazes de manifestar as mais diversas características, independentemente do que é socialmente determinado para um homem e para uma mulher, e a nossa individualidade é incapaz de ser resumida em “masculino” e “feminino”.

Somos todos personagens complexos, partilhando a mesma saga.



sexta-feira, 9 de março de 2012

[COLUNA] A magia continua


A magia da literatura de J. K. Rowling continua. Tudo bem, não necessariamente do jeito que estávamos acostumados, mas esperar um novo livro da autora faz reaparecer no espírito potteriano a expectativa, se não idêntica, mas semelhante àquela sentida nos tempos em que acompanhávamos a publicação de cada etapa da série Harry Potter. Vale lembrar que em 2013 a editora Bloomsbury irá lançar edições ilustradas dos livros Harry Potter, um tesouro a mais para os colecionadores e uma excelente oportunidade para a nova geração de potterianos. Voltando ao assunto do novo livro de Rowling, como ela mesma já disse, não será nada no estilo da nossa série favorita, isto está bem claro. Será baseado em conteúdo adulto, e isso, de certa forma parece acompanhar o desenvolvimento dos muitos fãs dos primeiros livros da autora, para fãs crescidos, nada melhor do que uma literatura para leitores crescidos.

Aos poucos, os potterianos irão se tornar apreciadores, não só de uma série, mas de um estilo literário, aprenderão a conhecê-lo, dissecá-lo, defendê-lo ou mesmo criticá-lo. Ao longo dos próximos anos, poderão eleger dentre o legado literário de Rowling, os trabalhos favoritos, bem como continuar se deliciando com a divertida expectativa por lançamentos de novos livros, hábito este inicialmente não tão comum no universo editorial, principalmente por parte de crianças e adolescentes, e que passou a dominar aqueles que descobriram dentro de um castelo antigo, em meio a palavras proferidas em latim, a magia e o encanto da leitura.

O novo livro de Rowling será publicado ainda este ano, então teremos alguns meses de muita ansiedade e especulações. Apesar das ideias literárias de Rowling serem consideradas um tanto imprevisíveis, as apostas sobre o conteúdo já estão rolando. Tem gente apostando em temáticas de mundos alternativos, mas se autora diz que não tem nada de semelhante com Harry Potter, aconselho aos especuladores descartarem essa ideia.

A escritora mudou de editora e informou que fez um acordo com a Litte Brown and Company, que será responsável pela publicação do seu próximo trabalho, o ponto macabro aqui é que é a mesma editora que publicou Crepúsculo de Estephenie Meyer. Levando-se em consideração que os vampiros já saíram da moda e levar uma dentada no pescoço não possa mais ser considerado algo romântico, estamos livres de mais uma revisão da lenda do distinto Conde Drácula. Vamos torcer para que o fato de ser a mesma editora, não seja um mau presságio, que o livro seja tão envolvente quanto Harry Potter e passe longe da maldição “clichê”.

quinta-feira, 1 de março de 2012

[COLUNA] Por que HP não alcançou a magia do Oscar?

Ah, o Oscar! A cerimônia tão bonitinha, com astros e estrelas tão aclamados e reconhecidos mundialmente, com uma estatueta tão brilhante... que não foi entregue a Harry Potter. Essa não é a primeira vez que a Academia apronta com os potterianos, mas sem dúvidas foi a mais dolorosa e inacreditável. Harry Potter teve sua ultima chance nesse domingo.

Bem, primeiro, tenho que confessar uma coisa aqui: Eu não assisti a premiação. Na verdade, ler a narração dos potterianos em todas as redes sociais que eu pude contar (com direito a comentários sugestivos e surtos de ansiedade e decepção) quase valeu como se eu tivesse assistido. Os fãs começaram tão animados e eufóricos que parecia até estarem entorpecidos pela mesma alegria de sete meses atrás, na estréia de Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2 – e, de certa forma, foram duas ocasiões bastante semelhantes.

“Accio Oscar” era quase um grito de guerra entre os bruxos ansiosos, foi algo delicioso de presenciar! Mas aí veio a primeira categoria em que Harry Potter estava concorrendo e foi como ver as luzes do cinema se apagando para o filme começar: todos felizes, todos na espera. Não levamos a ‘Melhor Direção de Arte’ e nem ‘Melhores Efeitos Visuais’, os dois foram para A Invenção de Hugo Cabret.

O filme é bastante interessante e, com atenção, é possível perceber várias semelhanças entre Hugo Cabret e Harry Potter: ambos órfãos, jovens e estranhos aos olhos das pessoas ao redor. Tanto Harry quanto Hugo foram ‘acolhidos’ pelos tios após a morte dos pais, e os dois nunca receberam afeto desses parentes. Eles até se parecem fisicamente, ambos magros, com cabelos escuros e olhos vibrantes. Mas a principal semelhança entre estes personagens é que nenhum (ou pouquíssimos) dos seus feitos durante a história seriam possíveis sem a presença de amigos.


E ainda neste ponto, Hugo teve menos sorte que Harry: apenas uma amiga, enquanto Harry estava cercado por colegas em Hogwarts. Seu nome é Isabelle, e me fez lembrar a Hermione muito mais do que eu esperava. Isabelle, também órfã e também criada por seus tios, se mostrou, assim como a nossa eterna sabe-tudo, uma menina muito inteligente, focada, determinada e, principalmente, apaixonada por livros e leitura (fator que se tornou determinante em ambas as histórias).


Outra semelhança: adivinhem qual é um dos pontos principais (se não o ponto principal) de A Invenção de Hugo Cabret. Sim, isso mesmo, uma estação de trem!E mais: um importante momento em que folhas de papel voam pelo ar. Faz lembrar algo, não?


Em todo caso, sim, os efeitos de Hugo estavam muito bons, eles realmente mereceram. Mas para Direção de Arte não faltaram varinhas empunhadas e prontas para estuporar qualquer um que dissesse que Harry Potter não merecia levar a estatueta.

Depois veio ‘Melhor Maquiagem’, e junto veio a esperança dos potterianos. Bem, qualquer um que tenha acompanhado todo o trabalho que a equipe responsável pela maquiagem (ou o termo melhor seria ‘transformação?) dos atores em personagens de Harry Potter por meio das notícias e fotos lançadas antes da estréia de Relíquias da Morte parte dois sabe o quanto nós merecíamos levar especialmente essa!

Porém, o inexplicável aconteceu: transformar Meryl Streep em Margaret Thatcher foi considerado melhor do que transformar Ralph Fiennes em Lord Voldemort, Warwick Davis em Grampo e atores de 20 anos (em média) em adultos de 36 anos (isso sem mencionar todos os duendes de Gringotes, todos os ferimentos da batalha de Hogwarts, entre outros).

Se eu tivesse que escolher, diria que essa foi a parte mais decepcionante entre todas que Harry Potter poderia ter levado. Tínhamos todas as chances e depois.... PUF! Assim como o peixinho que a jovem Lily Evans deu de presente ao professor Horácio Slughorn.

Como isso pode acontecer...




... e não levar a estatueta, enquanto isso acontece...


... e a leva?

Pois é. Harry Potter se despede do cinema sem levar nenhum Oscar na bagagem.Voaram maldições imperdoáveis por todos os lugares após isso, tamanha revolta dos fãs através do mundo. Tudo que nos resta agora é esperar que Draco realmente informe Lucio Malfoy dessa vez, quem sabe uma pessoa um pouco mais influente no Ministério da Magia consiga fazer algo quanto a essa situação.

Agora, se eu acho que Harry Potter deveria ganhar o Oscar? Sim. Se eu acho que foi injusto Harry Potter não ter ganho o Oscar? Sim. Se eu fiquei chateada por Harry Potter não ter conseguido? Sim, é claro que sim! Mas pensando melhor nisso depois, eu percebi que nós não precisamos do Oscar.

É claro que seria uma grande honra para todos os potterianos, que seria maravilhoso poder comemorar isso e que seria um encerramento perfeito para os filmes da saga Harry Potter, mas acompanhe meu pensamento: os fãs potterianos são tão unidos (os verdadeiros, eu digo) e fieis. Acompanharam Harry até o fim, sem nenhum Oscar e ainda assim tendo o maior orgulho de todas as outras coisas que a saga conquistou.

Seria incrível se tivéssemos ganhado, mas a verdade é que o Oscar não vai mudar nada: não traria os Lily e James de volta, não impediria os Malfoy de tomar algumas decisões erradas, não pouparia Quirrell de hospedar Voldemort em seu corpo, assim como não pouparia Remus da transformação em lobisomen que lhe atormenta todos os meses. Não provaria a inocência de Sirius quando este foi condenado injustamente, não faria Umbridge ser uma boa professora (tá, mas isso nada faria, ela é um caso perdido), não tornaria fácil a tarefa de procurar e destruir Horcruxes e não salvaria a vida de muitos dos nossos personagens preferidos. O que faz os fãs de Harry Potter nutrirem um amor tão grande pela saga não vai nem vem com o Oscar: é algo muito mais poderoso que isso.

Existe uma estatueta de ouro dentro de cada coração potteriano. O valor desta é inestimável e sua lealdade sempre irá pertencer a Harry Potter.


P.S: Caso queiram me enviar um berrador por eu ter a insolência de escrever uma coluna sobre o Oscar sem ter assistido basta solicitar meu endereço via DM no twitter. Ficarei muito feliz em informar, eu mereço essa.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

[COLUNA] A importância do sofrimento

Olá, caro leitor. Depois do já usual desespero por falta de idéias, eis que, nessa terça-feira carnavalesca, eu e minha colega colunista, Jade Arbo – que também terá alguns de seus argumentos trazidos nesta coluna – estávamos discutindo métodos de criação de personagens e coisas desse tipo. Então chegamos num ponto que há algum tempo já é polemico dentro do nosso grupo: o “sofrimento” dos personagens. E é disso que essa coluna vem tratar.

Antes de tudo, gostaria de definir esse tal sofrimento. Quando alguém fala em sofrer, provavelmente o que vem à sua cabeça é aquele sofrimento no qual a pessoa fica em casa se lamentando, chorando, vendo filmes românticos e se entupindo de sorvete - O qual eu classifico carinhosamente como sofrimento à la Bella Swan. Entretanto, quando me refiro ao sofrimento, ele deve ser visualizado como produto de qualquer adversidade (de um corte no dedo até a morte de alguém querido) e então, a partir desse sofrimento, a um posicionamento e evolução (ou não, no caso da Bella) dos personagens.

Sofrer v.t. 1. Ser atormentado, afligido por. 2. Tolerar, aguentar. 3. Admitir. 4. Passar por, experimentar (coisa desagradável ou danosa) Int.5. Sentir dor física ou moral. (Aurélio)

Claro, nem todo o personagem que sofre se torna complexo, mas achamos que o sofrimento e a adversidade, quando bem-trabalhados, são fatores essenciais tanto para mostrar o personagem em suas diversas facetas, quanto para o seu crescimento. Mas aí você que me lê agora está pensando “o William enlouqueceu, o diabos isso tem a ver com HP?”. Então, ‘bora enquadrar no contexto da série.

A série é cheia de sofrimento. Comecemos pelo protagonista: o Harry sofre a ausência dos pais, a perseguição constante pelas “forças do mal”, a pressão da profecia ouvida pela Prof. Trelawney, a morte do padrinho. Esse sofrimento leva Harry a enfrentar seus medos, superar seu temperamento e crescer enquanto bruxo.

Outro exemplo é o Dumbledore. O fato de ter sofrido as consequências de seus próprios ideais quando jovem o fez evoluir, procurar conhecimento e usá-lo para o bem quando tornou-se mais velho.

Temos também o Lorde das Trevas. Apesar de sua psicopatia natural, a perda da mãe, a rejeição de seu pai e os anos passados no orfanato deram a ele uma proporção gigantesca às suas características naturais e o tornaram o vilão que é.

Não posso me furtar a dizer algumas palavras sobre o lindo, magnânimo, espetacular, Snape. Temos aí um dos personagens mais complexos de toda a série, e essa complexidade deve-se obviamente ao martírio pelo qual ele passou durante toda a vida. Primeiro a fdp, sem noção Lílian, que rejeitou o menino e também os idiotas dos marotos, que o faziam passar vergonha. O sofrimento de ter escolhido o caminho errado em decorrência desses eventos – juntamente com o sofrimento pela morte da Lílian – o tornaram o espião, o agente duplo, a criatura problemática que conhecemos. O sofrimento o tornou um dos personagens mais importantes para a história.

Uma coisa interessante na serie é o fato da JK apostar também no sofrimento do leitor. Ela cria um elo de empatia entre o personagem e nós, o que faz com que soframos junto com eles e

comemoremos em suas vitórias, o que talvez tenha sido o fator essencial para o sucesso da série.

Quem disse que o sofrimento é ruim, certamente não sabia o que estava dizendo.

Coluna conjunta de William e Jade.

por Gustavo D.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

[COLUNA] Xenotícias...

Uma coisa que me chama muito a atenção na saga Harry Potter é o quanto ela é complexa e nos faz pensar cada vez mais em todas as possibilidades que o mundo da magia nos oferece. E podemos combinar que 7 livros, 8 filmes, 1090739 palavras, 3369 páginas, 199 capítulos, 777 personagens mencionados (aproximadamente) e 141 feitiços tem a capacidade de render muitas pensamentos. Uma prova disso é a quantidade de ships existentes por aí, dos mais esperados até os mais absurdos, os mais criativos e até aqueles que não têm sentido algum (como Harry/Snape, em minha opinião).

Eu imagino que cada um de nós, como potterianos, já tivemos ao menos um momento de deixar os pensamentos mais livres para imaginar outras situações com os nossos queridos personagens; o famoso ‘E se... ?’.

“E se Luna não tivesse conhecido Rolf Scamander?”, “E se Fred tivesse deixado algo mais do que saudade para os Weasleys?”, “E se Scorpius viesse a criar laços de amizade com os Potters ou os Weasleys?”, entre outros pensamentos que são discutidos frequentemente pelos fãs.

É claro que alguns personagens são mais misteriosos que outros, e assim estimulam muito mais a criatividade dos fãs de Harry Potter; um exemplo disso é Belatriz. Existe uma infinidade de deduções, insinuações e “chutes” sobre o passado desta que, mesmo com toda a sua insanidade e crueldade, cativou milhares de potterianos. Uma desta é sobre a relação existente entre Belatriz e Rodolfo Lestrange; o que teria feito eles se casarem se o único a quem Belatriz realmente foi fiel (e isso nunca foi segredo para ninguém) era Voldemort? Outra discussão bastante presente é sobre a Belatriz ter tido um filho quando mais jovem. E depois ainda outra, sobre ela mesma ter matado este filho. Mas afinal, de quem seria esta criança? Rodolfo? Eu duvido! Tom Riddle, quando ainda em sua forma mais ‘humana’? Não acredito que Belatriz teria conseguido matar qualquer coisa que estivesse diretamente ligada a Voldemort.

Seguindo esta linha de pensamento, encontramos outra pessoa que teria mais um integrante na família: Lily Evans Potter. Procurando com atenção, é possível encontrar muitos fãs que tem certeza de que Harry ganharia um irmão ou uma irmã se seus pais não fossem traídos por Peter e mortos por Voldemort. Até aí eu acho bem possível, mas a situação começa a complicar quando se afirma que este filho seria de Severus, e não de James. Pensem comigo: Lily e James estavam se escondendo, eles passavam dentro de casa recebendo visitas periódicas e às vezes cumprindo missões para a Ordem da Fênix; enquanto Snape era um comensal da morte obedecendo todas as ordens e sendo vigiado a cada passo por Voldemort. Quais seriam as chances de ainda existir algum contato entre Lily e Severus?

Mas se eu tivesse que escolher, diria que os fãs de Dramione são os mais criativos. Algo entre a menina sabe tudo e a incrível doninha inspira a imaginação do público. Da mesma forma, Scorpius e Rose parecem ter a mesma capacidade de cativar e incitar os devaneios dos potterianos. E é claro que também existem os que acreditam que o lugar de Scorpius é ao lado de Lily Luna, ou que Lily Luna deveria ficar com Hugo, ou até mesmo com Teddy. Isso mesmo, Teddy Lupin!

Sobre Scorpius, há uma discordância quanto a sua casa. Muitos alegam que este teria sido selecionado para a Grifinória depois de Draco ter-lhe dito para ser fiel e corajoso

enquanto outros acreditam que ele teria seguido o caminho de sua família como um sonserino exemplar. Será? Ele, com certeza, teria se dado muito bem em ambas as casas.

Um anúncio de J. K. Rowling que mexeu com os fãs foi o de que um Weasley muito querido iria morrer e, como muitos devem saber, este inicialmente seria o Rony. A novidade disto tudo é que acredita-se que, com a morte de Rony, Hermione e Fred teriam dado certo. Eu, sinceramente, não consigo acreditar nisso. Quer dizer: Fred e Hermione? Até que seria interessante assistir a Hermione tendo que conviver com a Gemialidades Weasley, mas simplesmente não consigo imaginá-la sem Rony.

Por mais estranho que isso possa parecer, eu acredito que devanear sobre o passado ou o futuro dos personagens, e se questionar e fazer pensar sobre eles e ajuda a manter a saga mais viva em cada um. É isso também que me faz pensar que, apesar de ser uma ótima perspectiva, não haverá problema algum se não forem escritos mais livros de Harry Potter. Se a história inteira for contada, o que sobrará para nossa imaginação? Esses espaços para pensamentos nos prendem cada vez mais ao mundo de HP e tornam a saga muito mais real. Por isso, eu concluo esta coluna com uma pergunta: Você já devaneou sobre Harry Potter hoje?

Coluna de Mariana Schneid

por Gustavo D.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

[COLUNA] Voto perpétuo...

Olá leitores! Aqui estou eu, renascendo das cinzas como uma fênix. Tanto tempo que não escrevia uma coluna que várias poções polissuco poderiam ter sido feitas nesse intervalo. Sabem como é, tive que dar um jeito de não tirar “T” nos testes (beijo pra vocês que tão de férias).

Mas parando com a enrolação, vamos ao que interessa: o tema. Como sempre, me bateu aquela falta de criatividade que acaba sendo o motivo dos atrasos da coluna (e das minhas quase expulsões do posto de colunista -n). Então lá fui eu dar uma olhada nas últimas e resolvi continuar com o tema da mais recente coluna do William, já que é algo que pode ser bastante explorado e aposto que acontece com a maioria de nós, fãs de Harry Potter.

Amizades potterianas. Que atire a primeira pedra quem aqui não tiver uma. Como disse o William, “a verdade é que hoje em dia somos mais que colegas de um mesmo fandom, somos amigos mesmo”. É difícil encontrar outro fã da saga e não querer imediatamente conversar por oras a fio. E muitas vezes sentimos que já conhecemos aquela pessoa há anos. Como se sempre tivéssemos sido amigos e só estivéssemos esperando para conhecer um ao outro. Porque geralmente as semelhanças vão além da série, já que os fãs de Harry Potter tem uma maneira diferente de encarar as coisas. Acreditamos em um mundo mais mágico, damos valor aos ensinamentos trazidos pela saga e temos uma maneira própria de encarar as amizades. Tudo isso e muito mais fazem com que nos sintamos automaticamente próximos.

Escrevo isso por “experiência própria”. Meus dois melhores amigos (sem nomes, stalkers), as pessoas que mais admiro no mundo, fiz por causa dessa maravilhosa saga. Nunca poderei agradecer o suficiente a JK Rowling por ter feito com que eles entrassem em minha vida.

E nunca conseguirei agradecer a ela por ter me mostrado o quanto uma amizade é importante. Diferente de muitas outras histórias, em que valorizam aventuras, ação ou romance, em Harry Potter é dado um grande valor para esse que é um dos mais nobres sentimentos. Nos é mostrado que um bom amigo vale mais do que qualquer quantia em galeões ou quantidade de livros lidos.

Por isso, lembre agora de algum amigo potteriano. E não esqueça de dizer “obrigado por deixar minha vida mais mágica”.
por Gustavo D.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

[COLUNA] Produção da série Harry Potter: A saga por trás das câmeras!


Estive devorando nas últimas oito noites (de dia não há chances) o espetacular “Harry Potter das páginas para a tela”, o livro conta em suas mais de quinhentas páginas, a impressionante saga dos produtores da série HP em busca dos melhores meios de materializar o mundo mágico de J.K. Rowling. A movimentação que teve início em 1997, era ingênua quanto a noção do que cada passo dado no final da década de noventa representaria para o futuro (glorioso, diga-se de passagem) da franquia mais espetacular da história do cinema mundial. Columbus dirigiu os dois primeiros filmes e recebeu a importante missão de materializar os alicerces do mundo mágico com base nos quais os diretores seguintes iriam trabalhar. Independente de qualquer coisa, ele merece nossa gratidão por haver se esmerado para atingir o maior nível de fidelidade aos livros possível e não ter nos decepcionado com o quadribol (que foi substancialmente melhorado em termos visuais nas edições posteriores). Alfonso Cuarón expandiu cenários e trouxe tons mais dramáticos à série ao dirigir o terceiro filme da franquia. Mike Newell nos garantiu boas risadas com o quarto filme que, sob sua direção ganhou aspectos mais colegiais e hilários apesar da tensão que girava em torno da volta de Voldemort. David Yates, diretor que segurou a peteca dos quatro últimos filmes trouxe o realismo e o espírito de ambiente oprimido pela movimentação de uma guerra.


Nesses dez anos acompanhamos nos cinemas o resultado do trabalho árduo de uma legião de profissionais que, do projeto de produção aos efeitos especiais, figurino, efeitos visuais, fotografia e interpretações e dezenas de outros elementos essenciais para a constituição da magia contida nos filmes da série Harry Potter, empregaram o melhor de suas habilidades, foram até ao nível da exaustão para conseguir o máximo de realismo, de fidelidade e originalidade inspirada pela literatura de J.K. Rowling e, acima de tudo, pensando na satisfação da nação potteriana. Do maquiador ao marceneiro, do cabeleireiro à costureira, do figurinista ao decorador, dos atores aos dublês, todos merecem nossos aplausos, eles foram fabulosos, assumiram a tarefa com paixão e nos presentearam com cenas magníficas que ficarão gravadas em nossas memórias (e na nossa coleção de DVD’s, rsrsrsr...) até o último dos nossos suspiros. A Warner Bros. merece um “joinha” da nossa parte, ela não tratou a franquia como um saco de batatas, a W.B. acreditou no potencial da série. É como disse o diretor executivo da Warner em Los Angeles, Lionel Wigram: “Não há ninguém no mercado tão disposto a gastar dinheiro que for preciso para garantir qualidade”. Valeu Warner!

O último disco de informações especiais da nossa amada série, trás um curta muito fofo acompanhado de uma música mais fofinha ainda, com as tomadas da “claquete dourada” (me emociono toda vez que lembro das cenas, que são hilárias, mas não deixam de emocionar). O curta da “claquete dourada” foi composto por várias tomadas onde alguém da equipe de eletricistas, maquiadores, cabeleireiros, figurinistas, designers, amigos, familiares em visita ao set, era filmado segurando uma tomada da claquete. Cada um dos atores foi filmado segurando a claquete do seu último dia de filmagem. Segurar a claquete do seu último dia na série Harry Potter foi triste, quem não lembra de Helena Carter (Belatriz) se emocionando ao segurar a sua última claquete? (até eu chorei!). Na última tomada da claquete final, há uma tomada baseada em um único ponto de vista com membros da equipe dando adeus de seus escritórios. Quando você tem a visão dessas pessoas que ficaram atrás das câmeras o tempo todo, dando o melhor de si para trazer deslumbre e diversão para os fãs de Harry Potter ao longo desses anos, acenando com sorrisos embargados pela nostalgia do fim, dando claro sinal de que estão se retirando do mundo mágico dos estúdios e das oficinas de produção, faz surgir o velho nó na garganta. No finalzinho, quando a câmera capta o diretor David Yates entrando no seu carro e indo embora, as lágrimas desabam, tem-se a vontade de gritar: “Volta! Não vai embora! Não nos deixe!!!”, mas ele vai, e a imagem some.


Não, não vou dizer que acabou, a magia do mundo mágico de J.K. Rowling é infinita. Não acabou, entramos para uma nova fase, a fase em que a magia deverá fluir através de nós para as próximas gerações e, se temos imagens espetaculares e com um nível de realismo e detalhe extraordinário, devemos isso a todas as habilidosas equipes envolvidas na elaboração e execução de cada pedacinho das muitas cenas que nos fizeram suspirar, chorar, rir, prender o fôlego ou ter vontade de partir pra cima, a eles, nossa gratidão.

Entrando no clima das sensações que o espetacular trabalho dessas equipes nos proporcionou, irei produzir uma série especial de cinco postagens que serão publicadas no OG toda terça-feira a partir da próxima semana. A série recebeu o nome de “Top 8 cenas”, a ideia é destacar uma cena de cada um dos oito filmes dentro de uma categoria pré-estabelecida, assim, na próxima terça nós teremos o “Top 8 cenas de efeitos especiais e visuais de tirar o fôlego”, fiquem de olho no OG e acompanhem essa série que promete relembrar momentos importantes da nossa caminhada junto a série Harry Potter.